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Estilo de Vida 03-09-2010

Eu nem sei se vou chegar a publicar esse post. Agora só quero escrever e colocar para fora o que eu estou sentindo. Não quero ligar para ninguém porque são quase 4 da manhã e só vou levar preocupação.

Meu marido estava em Corumbá/MS fazendo um estágio de Pantanal. O curso terminou, houve uma formatura nessa quinta e por volta das 18 horas ele me ligou. Disse que estava no carro vindo para casa. O combinado foi o de sempre “me liga quando passar pelas cidades que tem sinal de celular”.

Eu não queria que ele viajasse à noite. Pedi para sair no dia seguinte, mas não adianta falar, ele queria chegar logo em casa. As ultimas coisas que eu disse foram: “não corre, se cuida”.

Como ele ia chegar um dia antes do previsto, eu corri adiantar tudo que eu pretendia fazer no dia seguinte, para poder aproveitar a companhia dele. Terminei tudo e foi aí que a minha espera começou.

As horas foram passando e ele não ligava. Em um certo momento pensei que a bateria do celular tivesse acabado. Apesar de que como eu sou muito preocupada com essas coisas, ele sempre me avisa se tem pouca bateria.

Era para ele ter chegado por volta das 23, 24 horas. Nada! Celular desligado ou fora de área.

Eu tentei dormir, eu tentei pensar que logo ouviria o barulho do portão abrindo. Mas as horas iam passando e aí eu comecei a pensar que não adiantava me enganar, alguma coisa tinha acontecido. E aí o que fazer?

O que se faz numa situação dessa? Quanto tempo a gente espera até fazer alguma coisa? Eu não sei… Mas por volta das 3 da manhã, eu finalmente criei coragem de fazer alguma coisa. Meu marido sempre fala, “se acontecer alguma coisa comigo e você não souber o que fazer, liga para o quartel”.

Foi isso que eu fiz. Pedi para falar com o comandante da guarda, que demorou muito tempo para me atender, algumas vezes a pessoa que me atendeu, veio ao telefone perguntar se era urgente mesmo. Enfim, má vontade. Falei com o tal comandante da guarda e ele disse que eu tinha que ligar no 190.

Liguei, fui muito bem atendida e me disseram que eu tinha que ligar na polícia rodoviária. Liguei e me informaram que o caminho que ele fez, é por uma rodovia Federal e que eu tinha então que ligar para a Policia Rodoviária Federal.

Liguei, expliquei o que aconteceu, passei nome dele, modelo, cor do carro e aguardei na linha os minutos mais longos da minha vida.

O Policial voltou na linha e me disse que meu marido bateu o carro numa ponte na cidade de Miranda, a primeira de onde ele deveria ter me ligado. Que ele está bem, não sofreu nenhum arranhão, mas o caro teve que ser guinchado. E que logo ele deveria entrar em contato comigo, que ele pediu para não me avisarem porque eu ficaria preocupada. Preocupada eu estou sem notícias.

Enfim, a história termina aqui. Ele ainda não ligou e só vou saber se está tudo bem mesmo quando ouvir a voz dele.

Ele me ligou agora pela manhã, não sei onde está, mas sei que está tudo bem. Graças a Deus.
Quando der explico direitinho o que aconteceu. Obrigada a quem se preocupou.

Sobre mim

Tamara

Eu sou a Tamara e o Caramelow é a continuação do true-luv.com, blog criado por mim em 2004. Leia mais

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